“Teve um momento, enquanto eu acessava a Virada de Chave, em que parei e escrevi no meu caderno: eu não preciso saber tudo agora, preciso entender onde posso entrar. Ninguém nunca tinha me explicado assim.”
Eu fiz tudo certo. E, mesmo assim, não me reconhecia naquele futuro.
Faculdade de Direito em Lisboa, com formação também em Finanças Corporativas. Estágio. Escritório tradicional. Eu segui o roteiro que conhecia porque, como acontece com tanta gente, aquele era o único roteiro que tinham colocado diante de mim.
Por fora, a vida avançava. Por dentro, crescia uma sensação difícil de explicar: eu tinha feito o que esperavam de mim, mas não conseguia olhar para aquela rotina e pensar “é aqui que eu quero ficar”. Não era falta de respeito pelo Direito. Era justamente o contrário. Eu sentia que havia alguma parte dele que ainda não tinham me apresentado.
Durante um tempo, achei que a resposta seria estudar mais do mesmo. Estudei. Continuei procurando. E entendi que não me faltava disposição. Faltava um mapa.
“E se eu não tivesse escolhido a profissão errada? E se eu só conhecesse uma parte pequena dela?”
Foi essa inquietação que me levou ao Direito Digital. O nome parecia apontar para o futuro. Mas, quando fui estudar, encontrei uma parede de teoria, siglas e explicações feitas de longe. Eu continuava sem saber o que mais importava: o que uma pessoa dessa área faz numa terça-feira comum, dentro de uma empresa?
Então fui até onde o trabalho acontecia. No início de 2022, enquanto era trainee em um escritório em Lisboa, descobri que um dos maiores eventos de blockchain da Europa aconteceria em Barcelona. Eu não tinha cargo nem convite. Entrei como voluntária. Passei dias ouvindo fundadores, engenheiros e reguladores discutirem problemas que a faculdade nem sabia nomear.
Ouvi muitos “nãos”. Precisei aprender outra linguagem, entender como essas empresas pensavam e perceber que as vagas para pessoas do Direito existiam. Só não carregavam o nome que eu estava acostumada a procurar. Eram Legal Counsel, Compliance, Privacy, Risk. Durante muito tempo, eu passei por essas portas sem saber que também eram para mim.
Quando parei de procurar apenas pelo nome que eu conhecia, encontrei a carreira que eu ainda não sabia nomear.
Lisboa me formou. A tecnologia me reposicionou. Dubai ampliou o meu mundo.
Meses depois de Barcelona, em Lisboa, na NEARCon, conheci a primeira empresa com a qual passei a trabalhar. Em 2023, estive na Blockchance, em Hamburgo, acompanhando as discussões sobre cripto, blockchain e regulação na Europa. No mesmo ano, entrei na FiO Legal, com foco em Direito corporativo para o ambiente Web3, e assumi a posição de Legal Counsel na Aurora Labs, uma empresa internacional de tecnologia, cuidando de contratos internacionais, análise de risco e estruturas de compliance para operações Web2 e Web3.
Hoje, a minha rotina acontece dentro de mais de uma empresa de tecnologia ao mesmo tempo. Em uma, como Legal Counsel. Em outras, como DPO, respondendo por dados e privacidade. Em outras, como consultora, entrando quando surge um lançamento, uma entrada em novo país ou uma pergunta do regulador. Continuo sendo uma profissional do Direito. Só passei a exercer esse Direito onde o futuro já estava acontecendo.
Eu não conto o próximo dado para impressionar. Conto porque, durante anos, eu também precisei ver para acreditar que outra vida profissional era possível: uma única dessas empresas, uma operação de criptoativos, me remunera hoje em torno de 12 mil euros por mês. Eu não comecei nesse patamar. Cheguei nele aprendendo a enxergar quais problemas as empresas precisavam resolver e me tornando útil exatamente ali.
Esse trabalho me levou para o mundo. Morei em Lisboa, moro em Dubai e, só nos últimos meses, trabalhei de Portugal, da Espanha, da Alemanha, dos Emirados e do Brasil sem parar de entregar, porque a operação está no sistema, no contrato e na reunião, não no prédio. Essa carreira me deu mobilidade, me permitiu ajudar a minha família e construir uma vida que eu não enxergava quando olhava só para o caminho tradicional.
O que hoje cabe numa bio curta foi construído ao longo de anos:
- Formação em Direito e em Finanças Corporativas pela Universidade de Lisboa
- Legal Counsel na Aurora Labs e atuação como DPO e consultora para outras empresas de tecnologia
- Passagem pela FiO Legal, com foco em Direito corporativo em Web3
- Investigadora certificada em análise de transações em blockchain pela TRM Labs
- Mestrado em Legal Tech em Dubai
- Convidada, aos 27 anos, para palestras, mesas e eventos no Brasil e no exterior, como a Daos Hub Dubai Roundtable; presença na European Blockchain Convention, na NEARCon e na Blockchance
Eu poderia deixar essa trajetória guardada num currículo. Mas um currículo não conta quantas vezes precisei recomeçar sem referência, nem o quanto eu gostaria de ter encontrado alguém que dissesse: “existe outra porta”.
O que você vê no Instagram é real. Mas é só uma parte.
Você vê Dubai, viagens, eventos, reuniões e uma rotina que talvez pareça muito distante da sua. Eu gosto de mostrar tudo isso porque, durante anos, eu também precisei ver para acreditar que outra vida profissional era possível.
Mas eu não quero que ninguém olhe para a minha vida como uma vitrine. Por trás de cada imagem houve estudo com direção, tentativas que não funcionaram, portas fechadas e a decisão de continuar mesmo sem ter certeza de onde o próximo passo me levaria.
Existe a Laura das reuniões, dos contratos e das decisões difíceis. Numa semana comum, passam pela minha mesa um time de produto que quer lançar uma função com inteligência artificial e precisa saber o que pode, um contrato de fornecedor que vai receber dados de milhares de pessoas, um alerta que precisa virar decisão documentada e uma empresa estrangeira querendo entender o que muda para operar no Brasil.
E existe a Laura que termina o expediente, abre o Instagram e encontra uma mensagem de alguém dizendo: “eu achei que o Direito não era mais para mim”. Essa segunda conversa nunca me pareceu menos importante.
Eu não gosto de falar de um lugar onde nunca estive. É por isso que continuo dentro do mercado enquanto mostro o mercado. O que compartilho não vem de uma teoria observada de fora. Vem da minha mesa de trabalho, das perguntas que enfrento e do caminho que ainda continuo construindo.
Minha história não é um molde para a sua. É a prova de que o roteiro que te entregaram não é o único possível.
A minha história deixou de ser só minha quando as mensagens começaram a chegar.
No começo, eu só mostrava a minha rotina. Então vieram as perguntas. Sempre as mesmas três:
“Como você chegou aí?”
“O que você faz de verdade?”
“Ainda dá tempo para mim?”
Eu reconhecia em cada mensagem a mesma sensação que já tinha vivido: a de saber que existe algo além, mas não conseguir enxergar por onde começar.
A Legal Tech nasceu como resposta a essas pessoas. Foi a maneira que encontrei de organizar o mapa que eu não recebi, traduzir o mercado sem transformar tudo em sigla e mostrar a parte do Direito que acontece dentro das empresas de tecnologia.
Ela é o pedaço da minha vida que escolhi dedicar a quem vem depois. Não para convencer todo mundo a seguir os meus passos, mas para impedir que alguém desista de si antes de conhecer todas as possibilidades.
Se eu tivesse encontrado esse tipo de orientação no início, teria economizado anos. Hoje, poder encurtar essa distância para outra pessoa é uma das coisas que mais dão sentido ao que construí.
Conhecer a Virada de Chave→Talvez você não queira a minha carreira. Talvez só precisasse ver que existe mais de uma maneira de construir a sua.
Se alguma parte da minha história pareceu familiar, talvez não seja porque você queira viver exatamente o que eu vivo. Talvez seja porque também fez tudo o que disseram, continua tentando e ainda não encontrou um lugar que pareça realmente seu.
Eu não conheço o seu contexto o bastante para dizer qual caminho é o certo. Mas posso te dizer o que eu gostaria de ter ouvido: não decida que o Direito não é para você antes de conhecer todas as formas que ele pode assumir.
Eu não posso decidir o seu caminho numa página. Mas posso fazer com que você não precise montar o mapa sozinho.
As três perguntas que chegam na minha DM não cabem numa resposta curta. Então eu respondi as três de uma vez, com calma, do jeito que eu gostaria que tivessem respondido para mim. Chamei de A Virada de Chave do Advogado.
Nela, eu abro esse mercado por dentro. Mostro como uma empresa que usa tecnologia toma decisões e por que essas decisões precisam de alguém do Direito por perto. Explico o que fazem, no dia a dia, as funções que quase ninguém viu numa aula: Legal Counsel, contratos de tecnologia, privacidade e DPO, governança de IA, KYC, monitoramento, compliance regulatório, investigação e product counsel.
Abro a minha própria rotina. Leio com você uma vaga real de compliance de uma exchange brasileira, para você ver o que ela pedia e o que não pedia. E mostro onde as oportunidades aparecem e como fazer o seu LinkedIn e o seu Instagram mostrarem o que você já sabe fazer.
Você sai sabendo onde o Direito acontece dentro dessas empresas, quais funções existem, o que cada uma exige de verdade, e qual seria o seu primeiro passo. Sem programar. Sem inglês fluente para boa parte das funções no Brasil. Com a OAB pesando conforme a função, não como muro.
Não é uma promessa de vaga. Não é um curso longo. É a visão que eu precisei construir sozinha, organizada para você em uma noite.
Junto com a Virada de Chave, você recebe o Dicionário do Direito Digital: cada sigla, termo e nome de função explicado em português simples, para consultar sempre que travar numa palavra.
“Comprei a Virada de Chave numa quinta à noite pensando em explorar só o começo. Quando percebi, tinha chegado ao final. Fazia muito tempo que algo não me deixava realmente animado com o Direito.”
“Depois de acessar a Virada de Chave, consegui explicar, com as minhas palavras, três caminhos que eu poderia seguir. Foi quando percebi que tinha entendido, em vez de decorar termos.”
Nenhum dos dois aprendeu o mercado inteiro. Os dois aprenderam a ler o que a empresa precisava.
Seu acesso à Virada de Chave do Advogado
A Virada de Chave do AdvogadoR$ 397
Dicionário do Direito DigitalR$ 149
30 dias de garantiaincluída
TotalR$ 546R$ 59,90
O que você já investiu para chegar até aqui, em faculdade, OAB, cursos e anos, é muitas vezes maior do que isso. A Virada de Chave custa menos do que um jantar. E entrega o mapa que nenhum desses investimentos te deu.
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Eu não sei em que ponto do caminho você está. Mas sei como é ficar parado nele.
Eu já estive do lado de quem olha para o Direito e pensa que não tem mais jeito. Tinha. Só faltava a parte que ninguém tinha me mostrado.
Você não precisa decidir hoje o resto da sua carreira. Precisa conhecer o mapa inteiro antes de escolher qualquer direção. Foi isso que eu gostaria que alguém tivesse feito por mim. É isso que eu faço por você na Virada de Chave: uma noite, o mercado aberto por dentro, e a sua primeira resposta para aquelas três perguntas.
O resto do caminho é seu. Mas a porta, eu deixo aberta.
Quero virar a chave↗